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Caverna Liberdade

Postado em 18 junho 2010 por Cavernadeadulao

Neste sábado daremos ínicio ao primeiro encontro de debates na Praça da Liberdade.
Como alguns já sabem, cada encontro terá um tema, questões a serem conversadas e um texto base para as discussões.

O tema deste primeiro encontro é:
Ecologia uma visão histórica, filosófica e ontológica. O texto é do Lívio e a conversa será introduzida por ele.

Incentivamos a todos ler o texto abaixo já contém algums bons questionamentos, a idéia é que haja o maior número possivel de participação embasada no tema.

Ecologia uma visão histórica, filosófica e ontológica

A humanidade e a natureza são um só conjunto ou podemos fazer uma separação entre os dois? Se estão separados quem teria a supremacia?

Através de uma perspectiva histórica podemos olhar essa relação, dividindo em 4 tempos distintos.

1 – Era do temor – Este é o tempo que o homem estava totalmente a mercê da natureza. Isto seria desde a aurora do homem como ser autoconsciente até a cristianização do império romano. O homem se impressionava com a sua fragilidade frente aos fenômenos naturais mais corriqueiros, frente aos animais e outros evento naturais que o cercavam. A reação natural foi atribuir aos elementos naturais características divinas, adorando como se fossem deuses, animais, pedras, montanhas, plantas, rios etc. A conseqüência seria o sacrifício às vezes até humanos para aplacar a ira destes deuses ou servi-los. Poucos conseguiam interligar um Deus atrás dessas coisas naturais.

2 – Era do instrumento divino. Este período devido à cristianização do ocidente e bem como, algumas religiões orientais, a natureza se tornou serva de um Deus maior. Sendo ela um instrumento de Deus para avisar e corrigir o homem. Então a natureza seria um braço de Deus que poderia servir de Juiz para a vida dos homens. Se um terremoto ou uma enchente, ou eclipse aconteciam, sem dúvida nenhuma era um sinal de Deus que deveria ser interpretado pelos religiosos no poder que estavam de plantão para isso. Estudar, portanto a natureza seria um espécie de sacrilégio pois o homem estaria invadindo um instrumento de Deus com suas pesquisas heréticas.

3 – Era das descobertas. Este período através da época do renascimento o homem começa a entender Deus o criador colocou de certa forma um ordem na natureza, e que a investigação dos seus fenômenos antes divinizados poderia levar o homem a tornar a natureza sua serva, e o conjunto de conhecimentos e informações a este respeito ele chamou de ciências naturais. Uma espécie de co-dependência ou um relacionamento agradável igualitário se estabelece entre o homem e a natureza.

4 – Era da exploração. As ciências naturais caem em mãos erradas. A idéia que Deus não é dono nem criador da natureza coisa nenhuma fazem o temor de se prestar contas a alguém superior desaparecer então o abuso é inevitável. Um pensamento que os recursos naturais servem não só pra suprir necessidades, mas para gerar lucros exorbitantes se torna comum, gerando, concentração de renda, exploração de mão de obra, monopólio e privatização dos recursos naturais. Essa era chamada de industrial começa a trans formar a natureza de vilão a vítima do homem que se orgulha de dominar as forças da natureza.

5 – A era do remorso. A época onde a natureza dá sinais claros que seus recursos se esgotam até para os mais ricos, pois aos pobres já não tinham acesso a muitos deles como água tratada e comida decente, toda uma campanha de salvação desses recursos é instalada, para convencer a cultura de massa que todos os habitantes desse planeta um dia já espoliaram a natureza e por isso devem a ela uma restituição. Muitos de nós não temos a mínima culpa desse processo histórico de destruição da natureza, mas hoje somos chamados a ter culpa e através dela movermos algumas ações para que justifiquemos nossa existência na sociedade. A era do remorso e culpa é democrática e o homem tende a completar o ciclo ainda que com motivações ligeiramente diferentes de sacralizar a natureza. E agora para onde estamos indo?

Perguntas que podem ser debatidas

1 – Qual seria o relacionamento ideal do homem com a natureza? Subserviência, igualdade, domínio, mordomia exploração.

2 – A visão de Deus foi determinante para mudanças de visão de natureza e homem nos processos anteriores hoje ela seria relevante?

3 – Na revolução industrial vemos os poderosos se utilizando dos recursos naturais fazendo falsas promessas de melhora de vida aos pobres. Por que achamos que hoje toda essa luta ambiental não está a serviço destes interesses ou onde estão esses interesses neste contexto?

4 – Segundo a teoria da evolução das espécies e seleção natural a natureza cria ou destrói espécies visando à adaptação de novas realidades do ambiente, preservando a continuidade do sistema. Qual seria a posição do homem frente a esse principio? Um vírus está destruindo o sistema? Um tipo de agente que deveria acabar com o sistema pré-programado pela natureza para essa função? Ou ele teria uma posição um pouco acima da natureza com mais responsabilidades e que não estaria cumprindo seu papel por falha de caráter?

5 – Até que ponto não está se voltando ao primeiro estágio de relacionamento com a natureza que antes tinha o homem que sacrificava seres humanos pela própria natureza, se hoje deixamos tantas pessoas morrerem de fome enquanto gastamos muitos recursos para salvar certas partes desta natureza que estão em perigo?

Local: Praça da Liberdade (próximo ao coreto)
Horário: 19:00 hrs
Data: Sábado 19/06

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