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A alternativa do Evangelho

Postado em 27 setembro 2017 por Cavernadeadulao

Matheus Loures tem 29 anos e é natural de Belo Horizonte, MG. É casado com Chrystiane e desde 2010 mora em Alto Paraíso de Goiás, uma das cidades mais esotéricas do país. Lá ele tem vivido o evangelho entre uma comunidade alternativa e desenvolvido um lindo trabalho por meio da Comunidade Seiva, onde é pastor. Formado em comunicação social, atua também como radialista e produtor cultural.

Matheus, como foi o seu chamado ministerial?

O chamado missionário surgiu quando ainda era membro da Igreja Batista Central, em Belo Horizonte. Numa escola para líderes tive contato com os livros “Contrabandista de Deus”, “Por esta Cruz te Matarei” e “Pode falar Senhor. Estou ouvindo”. Com estas leituras, concluí: “Taí um estilo de vida que vale a pena ser vivido”.

Como surgiu a ideia de fazer uma igreja em Alto Paraíso?

Quando me tornei membro da Caverna de Adulão, em 2004, tive um sonho com Alto Paraíso mesmo sem conhecer o local. No sonho ouvi de alguns hippies que a igreja daquele lugar não cumpria com sua. Um ano mais tarde, quando preparávamos o primeiro evangelismo no local, o nosso saudoso pastor Fábio (in memorian) repetiu exatamente as mesmas palavras do cara do meu sonho. Então, para deixar clara a sua vontade, Deus levou um casal de rastafáris a pedir pela nossa mudança para a cidade a fim de ensinarmos mais da Palavra à um grupo rastas, que já tinham nas Escrituras sua única regra de fé e prática.

Como a comunidade local (não cristã) enxerga a igreja?

Entre o público mais nativo, de cultura típica do interior do nordeste goiano, existe uma tendência ao preconceito, pelo fato de termos vindo de fora e pelo visual diferente. Já entre os alternativos, depois de alguns anos eles acabaram convencidos de que não nos encaixamos nesse estereótipo de algumas igrejas. Então nos enxergam positivamente, são abertos. O atrito se dá quando se deparam com nossa firmeza na crença das verdades bíblicas. A partir daí a tendência é a pessoa espanar (sair fora) ou acabar se convertendo.

O que mais facilita e o que mais dificulta a pregação do evangelho no meio de comunidades alternativas?

O que mais facilita é você andar junto com eles e aproveitar os pontos de contato, que são a arte, a beleza da natureza, a bondade e a valorização da dimensão comunitária. O que mais dificulta é ter uma atitude de superioridade a respeito das crenças deles ou preconceito com aspectos meramente culturais.

Como contextualizar o evangelho sem cair no sincretismo?

Tim Keller, no livro “Igreja Centrada”, oferece um ótimo conselho: devemos evitar o extremo da “superadaptação” fazendo com que a cultura seja apenas valorizada e evitar o extremo da “subadaptação”, sendo a cultura apenas desafiada. Temos de andar nesse equilíbrio do valorizar/desafiar, ou “perfurar” e “explodir”. Keller orienta “Toda cultura é misto de verdades, meias verdades e negações direta à verdade”. Cabe à gente ter discernimento através de uma boa base bíblica e cosmovisão cristã.

Se alguém se sente chamado para este ministério, o que precisa ter em mente?

Tem que ter em mente que precisa de muito temor e sede de Deus, além de ser “culturalmente flexível” e biblicamente embasado. Também é muito importante estudar a cultura, os símbolos e crenças que formam o caleidoscópio esotérico.

Quais projetos têm dado certo na comunidade Seiva? Qual o maior desafio que ela enfrenta?

Tem sido muito positivo os projetos na área cultural (artística) e social, sobretudo na área de tratamento da dependência química, liderado pelo Cristian Ferreira, que também é pastor da Seiva. Talvez o maior desafio seja a rotatividade dos membros.

De que forma o Evangelho está transformando a vida dos alternativos cristãos?

É maravilhoso ver pessoas que não acreditavam em um Deus pessoal, descobrirem o que é ser filho de Deus. Pessoas que achavam que a salvação era meritória, hoje experimentam a leveza da graça. Pessoas perdidas no narcisismo espiritual da máxima “a verdade está dentro e não fora de você”, agora descobriram que o segredo da vida é morrer para si por amor a Cristo.

Há preconceito por parte da igreja brasileira quanto a comunidades alternativas? O que deve ser feito para mudar a visão da igreja?

Existe bastante, infelizmente. Acho que a simples aproximação do alternativo e do tradicional já quebra preconceitos. Outro ponto fundamental é ensinarmos mais sobre contextualização do evangelho para as igrejas que tem pouco acesso a um bom material teológico.

Você ‘defende’ o estilo de vida alternativo?

Nem defendo, nem ataco. Ele é apenas uma das várias formas que podemos viver. Eu defendo a diversidade cultural, nos limites das Escrituras. A Seiva também não é uma igreja para alternativos e sim para toda a diversidade cultural de Alto Paraíso.

Quais são os pontos positivos e negativos de constituir família em uma comunidade alternativa?

Existe mais o movimento alternativo em si, do que comunidades, pois essas começam e terminam com muita velocidade. Nas poucas comunidades, existe de positivo um “espírito” de cooperação, capaz de construir e conquistar coisas que seriam difíceis para as famílias sozinhas. De negativo, eu destaco a tendência da falta de limite entre individualidade e coletividade. Alguns, inclusive, defendem que a responsabilidade pelas crianças não é dos pais biológicos e sim de toda a comunidade.

Você acredita/sente que existe uma ‘energia espiritual’ mais perceptível na comunidade alternativa do que no meio urbano tradicional? Se sim, de que forma isso é percebido?

Não. Existe muita influência do movimento romântico nisso. Eu já acreditei, mas Tim Keller me convenceu de que na cidade também existe muito desenvolvimento da graça comum, que nos interiores não é possível. Entretanto, é inegável que estar em meio à natureza é muito inspirador para a prática da espiritualidade cristã. Ver um belo por do sol, o voo de um casal de araras ou a força de uma cachoeira, nos remete a revelação geral de Romanos 1. No Salmo 23, os pastos verdejantes e as águas tranquilas se tornam um cenário que convida à devoção. Nós protestantes, infelizmente, nos tornamos fracos em refletir sobre como o ambiente que nos envolve pode inspirar a espiritualidade. Temos uma tendência à pobreza estética. No meio alternativo é muito importante fazer esta conexão do “belo” com o Criador.

Como se manter “puro” num ambiente tão liberal?

Temendo a Deus, conhecendo a Bíblia, mantendo comunhão na igreja e aprendendo com o que Ele já fez na história.

Por ser um ambiente onde a subjetividade e o esoterismo exercem grande influencia, como é recebida a exclusividade do cristianismo?

É recebida como uma atitude de superioridade, arrogância. Sempre dizem “mas com tanta opção religiosa, como vocês ousam acreditar que só a de vocês é certa”. Não tem como fugir desde atrito, aí é a hora de ser fiel e confiar no Espírito que dá sabedoria para agir da melhor forma. E muitas vezes a certeza do que se crê se trona atraente pra quem, ao tentar sintetizar tudo, acaba sendo superficial.

Fonte: http://ultimato.com.br/sites/jovem/2016/04/04/a-alternativa-do-evangelho-entrevista-completa-com-matheus-aleixo/

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Batalha contra a incivilidade

Postado em 06 fevereiro 2017 por Cavernadeadulao

Aos nossos aparelhos de celular diariamente chegam imagens de assassinatos. A morte é celebrada; o mal, banalizado; quem mata, exaltado. Nas redes sociais, agressões, por conta de diferenças político-partidárias ou ideológicas, separam grandes amigos. Pessoas têm suas vidas expostas ao ridículo, seja pela divulgação de imagens, seja pela divulgação do que falaram num mau momento.

Taxa de 60 mil vidas interrompidas pelo crime anualmente alça o país ao posto de nação mais violenta do mundo. Presídios superlotados, nos quais jazem milhares que ainda não foram julgados pela Justiça, transformados em açougue. Brasileiro dizendo que quanto mais carne cortada, melhor. Silêncio por parte de quem ouve.

Valores que foram incorporados a nações desenvolvidas por intermédio do processo civilizatório são relativizados, tidos como ingênuos, rotulados de ideologicamente condicionados, a ponto de termos que discutir no Brasil o que não se discute mais em outras partes do mundo.

Deputados cospem em seus próprios pares, partem para o confronto físico e xingam uns aos outros em sessões do parlamento. Magistrados da Suprema Corte comportando-se de modo indigno ao cargo que ocupam, revelando publicamente o mesmo nível de descortesia presente no Congresso Nacional.

Na televisão, programas mantém alto índice de audiência por exporem o lado mais sórdido da vida humana. Quanto mais sangue, mais sucesso.

Até no meio que tanto amo, lamento ter que dizer publicamente, o caminho da polêmica, do achincalhe, da repreensão pública humilhante, da pregação que ofende, da identidade religiosa que precisa eleger um inimigo para ser forjada, é a via para a autopromoção e obtenção de popularidade.

Surgiu no meio evangélico uma geração de mal educados, estúpidos, descorteses, desalmados e que, a despeito da ruptura com o verdadeiro espírito cristão, são celebrados por aqueles que se dizem seguidores de Cristo. Um Cristo que parece ter-lhes ensinado a serem venenosos como as serpentes, e abrirem mão da ideia idiota de ser ovelha num mundo de lobos. Não sei que tipo de mensagem os que superlotam os templos evangélicos estão ouvindo.

Estamos vivendo um momento de inflexão na nossa cultura. Há uma jihad entre nós. Estamos perdendo a afeição natural. Grandes injustiças não nos fazem mais chorar, exceto quando nos sentimos atingidos por elas ou são beneficiados aqueles a quem odiamos.

Termino de forma que muitos podem considerar a mais patética, ingênua e piegas que se possa imaginar: gentileza gera gentileza. Precisamos semear amor. Disseminar doçura através de pequenos gestos. Não tratar ninguém de modo indigno. Fazer todo aquele que cruzar nosso caminho voltar para casa se sentindo amado por nós e tendo uma ideia do que o próprio Deus sente pela sua vida.

“… se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Se tivesse recursos, espalharia, em grandes cartazes, por todo o país, essa mensagem do apóstolo Paulo, a começar pelas portas das igrejas.

Antonio Carlos Costa, pastor presbiteriano e ativista social do ONG Rio da Paz.
Fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/batalha-contra-a-incivilidade

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Os Macaquinhos – Eric Peruca

Postado em 17 outubro 2016 por Cavernadeadulao

O abandono de Deus resultou também no abandono do homem, o humanismo não tem força para sustentar sua premissa de que “o homem pode ser seu próprio Deus”. Na performance de arte denominada “Macaquinhos”, temos um claro sintoma deste problema, o abandono de Deus não nos fez mais homens, mas em animais, irracionais.

Esta obra revela mais problemas do que parece. Vai muito além de uma estética trágica. Ela evidencia um mergulho na tragédia da animalização, ou seja, essa louca ânsia por liberdade que terminou em redução das percepções, da capacidade de distinção e da racionalidade. O ânus como centro da obra é só um subterfúgio, a agressividade escamoteia o conflito negando a dramaticidade do presente.

Sinceramente, não penso que o problema desta obra seja o incômodo que ela causa, e neste ponto concordo com os artistas. O universo provocativo tem seu lugar primordial na arte contemporânea: “Sabemos que a nudez e o próprio corpo humano, de um modo geral, sofrem o estigma de serem tabus nessa sociedade que produzimos juntos. Como ‘Macaquinhos’ aborda uma parte subestimada do corpo humano, e para isso lida necessariamente com a nudez, é de se esperar reações de cunho mais conservador”, relatam os artistas. Neste ponto concordo, mas não se trata de uma obra sobre aceitação do próprio corpo, é sobre as “minorias e o desejo” segundo os atores dessa peça teatral. Aí é que mora o problema.

Também não penso que o problema seja a falta de senso estético, ou sensibilidade (nem vou entrar no mérito da coisa ” isso é ou não arte”. Pra mim o problema não é esse). Não é sobre o resultado estético, ou o processo de produção ou a técnica empregada, mas todo o corpo teórico embalado nessa casca.

O que está passando batido é a argumentação que faz ligação entre os excluídos com a primitivização voluntária. Percebam: “liberdade é voltar a ser bicho porque bicho tem o desejo instintivo como mola e suas ações, não passam pelos crivos castrativos da moral e da ética”. Como propõe Gilles Deleuze e Felix Guattari, (Anti-Édipo) estamos diante de uma nova teoria do desejo como motor da história. O resultado é essa coisa aí: a equivocada invenção de que precisamos abandonar as constituições de uma antropologia religiosa e transcendente, para chafurdar na lama da contingência animalesca.

O que vemos é bem mais que uma obra de arte ousada. Estamos diante de um grito de nosso tempo, “queremos ser bicho para poder fazer qualquer coisa”, porque ser humano é saber que posso fazer tudo, mas não faço porque não me é devido. Essa liberdade desevolutiva é bem mais sutil do que se percebe. Ela está nos discursos políticos, na ideologia de gênero, na marcha das vadias, e na maioria dos grupos que assumem o desejo e o afeto como os meios essenciais de interação e percepção do eu com a realidade. Ser humano é assumir a responsabilidade de racionalizar o desejo, domá-lo, e isso é o que nos separa dos cachorros, das minhocas, do cavalos, dos “macaquinhos”, e etc.

O homem tentando ser livre sem Deus, ou livre da ideia de Deus, se submete ao ridículo de ser bem menos do que pode ser. Não passa de um preguiçoso moral, doente, e vira bicho. Se você está tentado ou pensando em ser um “macaquinho”, e/ou está prestes a sucumbir aos apelos sedutores do desejo irracional, você precisa conhecer a proposta do Senhor Jesus. Vai por mim: É BEM MELHOR.

Deus quer fazer-lhe um homem e uma mulher no máximo de suas capacidades e potencialidades. Este é o discurso do cristianismo. Já o do humanismo, segundo sua última vitrine é: “Vire bicho e enfie o dedo no rabo”.

Eric Rodrigues (Peruca) é pastor da Igreja Anglicana Âncora em Vitória (ES)

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Crente Cri-Cri x Crente Bobo

Postado em 23 fevereiro 2016 por Cavernadeadulao

É pecado ser crítico? Existe algum problema em obedecer cegamente o pastor? Vou para o inferno se falar mal da igreja? Ser crítico da cultura gospel é suficiente?

Ilustração - Judá Ramos

Ilustração - Judá Ramos

Essas e outras perguntas nos vêm à mente quando analisamos a realidade vivida pela igreja. Diante desse dilema, quem nunca se deparou com a “chatura” daqueles que só sabem criticar? Quem nunca ficou com preguiça daquele fiel, meio abobado, que parece viver sempre saltitante em sua Disneylândia evangélica? Surgem então dois tipos ideais: o crente cri-cri e o crente bobo.

O crente cri-cri tende à crítica excessiva. Nesse extremo gastasse mais energia combatendo os podres da igreja do que edificando uma igreja saudável. O grande risco é aquele velho jargão nietzchiano, adorado pela galera do black metal, de que quando olharmos para o abismo, o abismo olhará para dentro de nós. Logo, o crente cri-cri pode gerar um quadro semelhante ao de muitas pessoas envolvidas nas lutas contra as opressões sociais de raça e gênero, o ressentimento. Este quadro se desenvolve quando a identidade é definida por aquilo que se combate, sendo então estabelecida uma relação de dependência com o problema. Logo, a superação do mal significaria a perda do que se é, ou daquilo que se pensa ser. Por isso o crente cri-cri tem dificuldades de falar sobre o cristianismo sem destilar seu veneno contra os inúmeros vacilos de nossa subcultura evangélica. Mas nem tudo está perdido, pois existe uma vacina! Basta ser mais apaixonado pela beleza do que incomodado pela feiúra, mais sedento de conhecer as Escrituras do que indignados com a superficialidade bíblica das igrejas, mais fascinado com a Shalom e pelo caráter justo de Deus do que incomodados pela injustiça. Adoração é solução, caminho de liberdade.

O crente-bobo, no outro extremo, tende à ingenuidade. Despreza-se a influência da Queda quando se analisa a igreja. É ignorado o fato de que nossas lideranças, nossos modismos e nosso ethos igrejeiro podem estar plenamente contaminado pelo pecado. Nesse grupo é comum encontrar o “crente empolgado”, crente que adora gritar “uhuu” e também aquele que vive de jargões! Ao crente-bobo é ensinado que ser crítico é ser rebelde e sendo rebeldia um pecado pior o que a feitiçaria, ele aceita. É por essa falta de discernimento que temos dado poder à líderes como Cleôncio*, Gerivaldo*, Vampeta* e Ludovico* (* substitua por qualquer líder evangélico em evidência que você não admira). A ingenuidade gera “ovelhas lobotomizadas”, marionetes, nas mãos de líderes personalistas que constroem um verdadeiro império em torno de si mesmo. A vacina é aquele velho e saudável espírito bereano, de conferir nas Escrituras se “é isso mesmo que o pastô falô” (Atos 17:11). Doses de cultura geral, de imersão em aspectos da graça comum, ajudam bastante também.

O fato é que não temos pra onde correr, se não ter senso crítico está fora de cogitação, não podemos esquecer os perigos da crítica. Mas qual seria um bom exemplo da harpombamonia de ambas? Jesus Cristo, diria John Stott. Em seu livro “O que Cristo pensa da Igreja”, ele usa como exemplo a análise que Jesus faz das igrejas através das cartas em Apocalipse (Cap 2 e 3). Cristo ao analisar as comunidades cristãs aponta suas características positivas e negativas. Por isso dizemos SIM, é possível um equilíbrio. Pois, se discernimento ecoa com senso crítico, a leveza encontra melhores condições para florescer no coração daquele que é como criança. É por isso que nosso Messias ensina: Sejais astutos como a serpente e mansos como a pomba (Mt 10: 17)!

E para terminar deixo uma paráfrase de Chê Guevara para vocês: “Há que ser crítico, mas perder a ternura, a humildade e a leveza jamais!”

MATHEUS LOURES – https://maloures.wordpress.com/

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